Como a gramática se instala
A aquisição, o léxico, e a separação entre o domínio sintático e o morfológico. É o que faz você parar de ler sintoma solto e começar a ler o sistema inteiro.
Em todos estes, o que trava está na estrutura da língua:
É a explicação que a Vanessa dá antes de qualquer aula. Cabe no intervalo entre dois atendimentos.
O vídeo tem legenda na tela. Dá para assistir sem som.
A gramática que você viu na faculdade descreve a língua. A que serve na clínica faz outra coisa: mostra onde o sistema linguístico do paciente parou de avançar. É a mesma matéria olhada com outra finalidade, e é isso que muda a conduta.
O caminho tem quatro etapas, na ordem em que elas resolvem o problema. Cada uma entrega o que a anterior não tinha: primeiro o sistema, depois a lacuna, depois o dado, depois a conduta. Essa ordem é a do raciocínio clínico, não a das aulas: essas você assiste na ordem que quiser.
A aquisição, o léxico, e a separação entre o domínio sintático e o morfológico. É o que faz você parar de ler sintoma solto e começar a ler o sistema inteiro.
As sentenças de alto custo de processamento, aquelas em que a ordem das palavras se desloca e exige mais do paciente, como as passivas, as relativas e as interrogativas. Também a diferença entre coordenar e subordinar, as flexões de verbo e de nome, e a fronteira com a pragmática. É aqui que o invisível fica visível.
A Extensão Média do Enunciado, a Prova de Consciência Sintática, o MABILIN, que é a bateria de avaliação de habilidades linguísticas validada para o português, e a Tarefa de Repetição de Sentenças. A lacuna deixa de ser suspeita e vira dado que se escreve no relatório.
Alvos cíclicos, intervenção gramatical implícita e explícita, e propostas de intervenção já testadas em pesquisa. A terapia passa a mirar o que de fato trava.
Quem pula a terceira etapa fica com hipótese sem prova, e é aí que a terapia estaciona.
Seis entregas na mesma compra. O curso é gravado de propósito: você assiste no intervalo entre atendimentos, na ordem que quiser.
São 25 aulas em quatro módulos: Introdução, Conceitos, Avaliação e Intervenção. Cada aula resolve uma questão.
Na EME, a Vanessa preenche a planilha de coleta com caso real, decidindo o que pontua e o que não pontua. No MABILIN, ela entra na plataforma e conduz a aplicação do começo ao fim.
A planilha de coleta da Extensão Média do Enunciado vem junto, e é a mesma que ela preenche na aula. Você abre e aplica no seu paciente.
Os subdomínios sintático e morfológico, as sentenças de alto custo uma a uma, e os quadros de aplicação de cada instrumento.
Sete dias a partir da compra para pedir o dinheiro de volta. Não precisa justificar, não precisa pedir autorização e não precisa falar com ninguém aqui. A devolução é integral e o processo é o padrão da plataforma.
Sete dias dão tempo de assistir as primeiras aulas e formar opinião sobre o curso.
Você decide dentro dos sete dias, sem precisar justificar a decisão a ninguém. O risco dos sete primeiros dias fica com quem oferece o curso, não com você.
E vai continuar não evoluindo pelo mesmo motivo de hoje: existe uma lacuna na gramática dele que a avaliação atual não tem como mostrar. O instrumento que você aplica confirma que há alteração de linguagem, mas não separa o que é sintático do que é morfológico, e é essa separação que diz onde mirar.
A diferença aparece na hora de responder.
Uma hora alguém vai perguntar por que ele ainda troca a ordem das palavras depois de dois anos de atendimento. Pode ser a mãe, pode ser a professora, pode ser você mesma no meio da sessão. A pergunta chega de qualquer jeito. O que muda é você ter, ou não ter, o nome da lacuna para responder.
Mestre e doutoranda em linguagem pela PUC-Rio, com dissertação sobre as estruturas de alto custo de processamento no rastreio do TDL. Idealizadora do Simpósio LinFala.
A louca da gramática
Especialista em Linguagem pelo CFFa, embaixadora no Brasil da RADLD, a campanha internacional sobre o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, e pesquisadora do LAPAL, o laboratório de psicolinguística da PUC-Rio.
O apelido diz mais sobre a área do que sobre ela. Gramática é o assunto do qual a fonoaudiologia se afasta: fica com fama de matéria escolar, de decoreba de análise sintática, de coisa que ninguém quis na faculdade e ninguém procura depois. Escolher justamente esse assunto como especialidade é escolher o canto vazio da sala, e foi o que ela fez. O que ela faz com esse assunto é pesquisa própria, não compilação.
245 páginas sobre o tema do curso
Defendida na PUC-Rio em 2024, trata exatamente disto: as estruturas de alto custo de processamento no rastreio do Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, e o que fazer com elas dentro do consultório. Hoje ela é doutoranda na mesma linha, desenvolvendo um teste de repetição de sentenças.
o encontro anual da área
Evento anual idealizado pela Vanessa, reunindo fonoaudiólogas brasileiras e internacionais em torno do estudo integrado de Linguagem e Fala. Nasceu para preencher a lacuna entre essas duas áreas na prática clínica brasileira.
enchiam antes de existir a gravada
Este curso nasceu de repetir presencialmente um conteúdo que não estava disponível em lugar nenhum. A versão gravada existe porque a presencial não dava conta da procura.
Este curso não organiza a literatura dos outros. Ele passa o raciocínio de quem está produzindo essa literatura. É a diferença entre ensinar o que se leu e ensinar o que se investigou.
As dúvidas mais frequentes. Toque em cada pergunta para ver a resposta.